A matriz educacional

prisão_educacionalProf. Guilherme Mendes

Não raro meu pensamento confronta a seguinte questão: Os jovens aprendem dos mais intelectualizados e instruídos ou dos mais eficientes e preparados na grande escola da vida?

A racionalidade não é aliada ao mundo dos valores, muito menos ao ideal coletivo de transformação. O intelecto por si mesmo não é capaz de exercer poder de influência e de estimular motivação intrínseca dos educandos para aprender e obter conhecimento.

Se o intelecto fosse o principal responsável pela mudança e progresso da Educação no país, os professores universitários seriam os pioneiros e os grandes agentes da transformação do ensino. Só que não…

Não há nada mais frustrante que ter um professor convicto de ideologias e visões políticas desfalcadas, que matutina verdadeiros rodeios mentais na imaginação de seus alunos, influenciando uma geração frustrada e derrotista.

Ainda hoje existem professores que pregam luta armada ao poder, a derrubada do empresariado e dos grandes bancos do país, complexos de um terror contínuo que está silenciosamente destruindo a nação.

Os jovens parecem apreciar as revoluções e as guerras em prol do “milagre da transformação”, mas as constantes greves e protestos apenas culminam em amargura e na maioria das vezes a troco de migalhas…

Entre a revolução pautada na luta pela espada da ignorância e da violência e a revolução pautada na luta pelo exemplo e sacrifício, eu sigo incansavelmente pela segunda opção.

Vivemos imersos em uma matriz educacional de difícil solução, mas não impossível…

Eu acredito piamente no poder do exemplo para transformar a educação no país. E esse processo não começa na escola ou no meio acadêmico; começa em casa, aprendendo a ser cidadão de bem e a partir da sabedoria, dos exemplos e experiências dos pais.

Os líderes mais eficazes de uma sociedade não são aqueles que lideram por sua superioridade intelectual ou imposição moral, mas aqueles que aprenderam através do tempo e do sofrimento o valor que as faculdades interiores e os exemplos pessoais demandam sobre as vidas dos outros.

Meu conselho para os jovens que ingressam na universidade já pensando em fazer revoluções é que parem e olhem mais para dentro de si mesmos, antes de ‘atirar pedras aos cães’. Nenhum professor universitário jamais será tão bom e eficiente quanto a força exemplar dos sábios nas batalhas da vida.

O teórico e intelectual é sempre aquele que desdenha o mundo dos valores, que para ele é subjetivo e sem importância. E por isso mesmo a civilização sofre cada vez mais em termos éticos e morais; por que a carência de exemplos está minando a mente e a alma das novas gerações, que olham primeiramente o externo, procurando informações e subsídios técnicos que sustentem seu olhar crítico, e não a fonte manancial de toda e qualquer mudança de valor: o poder do exemplo e das virtudes, sabedoria que está se esvaindo no transcorrer dos séculos.

Talvez por essas razões as escolas de valores orientais, como o Budismo, o Hinduísmo, entre outras, preconizam em primeiro lugar as sabedorias dos gurus, e dos antepassados espirituais, se constituindo como exemplos a serem seguidos.

Reflita sobre os seguintes pontos (baseados no artigo Educação por Exemplos, de Stephen Kanitz):

– Quem são os heróis que estão lutando por nosso país nesse momento?

– Quem você conhece que lhe serve de exemplo?

– O país não é pobre por que precisa de mais heróis, e sim por que possui poucos exemplos a seguir.

– O maior exemplo para seus filhos será sempre você mesmo(a) e seu exemplo.

– Não espere que, com tão pouca idade, poderá desdenhar e ensinar uma visão de mundo aos seus filhos. Leva-se tempo e experiência na grande escola da vida para se formar uma sólida opinião a respeito de qualquer assunto.

– Nossos filhos refletirão a educação que receberem em casa.

– Preocupe-se menos com a escola e mais com o que é ensinado em casa.

– Que os filhos sejam fortes o suficiente para resistir às falácias e mentiras que serão pronunciadas nas universidades.

Um abraço!

Guilherme Valentim Mendes / E-mail para contato: gvm86@uol.com.br

Referência para consulta:

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