Liberte-se dos Tabus

libertação_tabusProf. Guilherme Mendes

Não há nada pior e mais desagradável para o homem moderno que estar aprisionado aos tabus que assolam os princípios de liberdade e tolerância em qualquer aspecto e segmento da vida.

A humanidade jamais perderá integralmente a fidelidade e o vínculo com o passado; as crenças nos ideais e valores disseminados pelas antigas gerações jamais se quebrarão na linha do tempo da vida, a menos que em suas raízes predomine alguma substância desprovida de harmonia com as leis da natureza.

Ser tradicionalista atualmente é sinônimo de “retrógrado ou moralista”, quando na verdade, as tradições acompanham ainda mais as evoluções em suas empreitadas.

Ser tradicionalista é compreender que tudo no universo possui ordem e princípios harmônicos, que, se violados, comprometerão todas as ações humanas, colocando o ser humano em xeque e forçando-o a responder e pagar por seus atos.

Se alguém joga lixo no chão, não se pode dizer que tal pessoa é civilizada, muito menos tradicionalista. Ela simplesmente está dizendo um “basta” para as leis harmônicas universais. Se um político rouba descaradamente, não se pode dizer que ele compreende os valores que se situam nas responsabilidades com o poder público e financeiro de uma nação.

Se uma pessoa odeia a outra por conta de seu gênero, sua raça, sua religião ou por conta das crenças sobre qualquer assunto que discorde do dela, ela não compreende os princípios universais de equilíbrio, tolerância, respeito e fraternidade.

Abrange mais do que depressa o grande panorama da vida, do Oriente ao Ocidente, e solicita um resgate da tua alma ao que verdadeiramente importa. Viver é, acima de tudo, uma responsabilidade, que deve ser levada a sério para não correr o risco de se perder em meio a manada de lacrimosos espinhos que corroem a alma.

Não petrifique o teu ser em devaneios febris e apegados as “revoluções e ideologias”. Elas são tão instáveis e passageiras quanto são as elasticidades do espírito. Desapegue-se dos tabus que acompanham a rotina da vida, e não mumifiques a tua índole se agarrando tenazmente aos dogmas humanos.

Quando nos permitimos abraçar as fortalezas de pensamentos superiores aos nossos, eliminamos substâncias indesejáveis, assimilando novas e mais prolíficas em nosso coração.

Não permita jamais que o ódio, a vingança, a superficialidade, o desentendimento e a discórdia adulterem o teu caráter. É preferível que te acanhes à rebeldia e destemperança do teu próximo que confrontar com palavras e ações, na mesma moeda. Isso é tratar “olho por olho, dente por dente”.

Lucas 6:29: “Ao que te bater na face, oferece-lhe igualmente a outra, e ao que te tirar a capa, oferece-lhe também a túnica.”

Se não formos fiéis ao nosso próprio Eu, acabaremos por desviar completamente do caminho da retidão de nossa própria alma. Liberte-se de todos os tabus, e não sacrifique os valores embutidos nos tesouros do passado para emergir nas rebeldias e revoluções do presente e do futuro, promessas vazias, desprovidas de harmonia com as leis universais.

Nas palavras do filósofo Huberto Rohden:

“Conserva abertas para todos os quadrantes do universo – as portas da alma.

Para receber e despedir – para assimilar e eliminar…

E será perene a juventude do teu espírito.”

Um abraço!

Guilherme Valentim Mendes / E-mail para contato: gvm86@uol.com.br

Referência para consulta:

  • ROHDEN, H. De alma para alma. São Paulo: Editora Martin Claret ltda., 2007.

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